Relatório de Gestão Dezembro 2017

A partir de janeiro a Veertu investimentos publica os relatórios de gestão do fundo de ações Alfa Capital. Ele é um fundo do tipo Long Biased, ou seja, usa estratégias de posições compradas e também vendidas. Acompanhe todo mês com a gente!

 

 

2017 foi um ano excelente para todo o mercado de renda variável. Por um motivo muito simples: o país saiu da pior recessão de sua história e voltou a ter perspectivas positivas. Empresas voltaram a ter lucro, realizar investimentos e a população voltou a consumir. Inflação ficou abaixo da meta e juros se reduziram ao mínimo histórico. Ruim para a renda fixa, ótimo para renda variável.

A bolsa fechou em sua máxima histórica em pontos, mas ainda distante do que seria uma máxima corrigida em dólar. A verdade é que o Brasil ficou para trás no cenário internacional durante muitos anos. Temos upside (potencial de alta) apenas por retornar à normalidade. Mas qualquer melhoria a partir disso é meramente especulativa, por isso, prudência.

O valor das ações não reflete somente o estado atual da economia. É também uma projeção sobre ela. Se as perspectivas parecem boas, o mercado reage de acordo, buscando se posicionar antes do fato. Por isso dizemos que o mercado antecipa os acontecimentos: tentamos comprar barato antes que fique caro.

 

Performance acumulada dos ativos da carteira

 

Em dezembro adicionamos Banco do Brasil (BBSA3) e Springs (SGPS3) à nossa carteira e aproveitamos a queda de TECN3 para aumentar posição. Nossas posições estão se desenvolvendo e ainda é cedo para declarar vencedores e perdedores. TECN3, por exemplo, acumula alta de 13% agora em janeiro – ótimo para nós que compramos na queda.

Fechamos o ano com performance nominal bruta acima de nossas metas, mas para 2018, traremos uma mudança contábil importante em nossos relatórios. Até então era apresentada apenas a valorização da carteira, excluindo caixa. Isso inevitavelmente gera distorções a longo prazo, porque o caixa não é remunerado, e todos os custos de operação (corretagem, imposto de renda, etc) são excluídos da performance. Com isso teríamos (e temos) performances brutas que não condizem com nosso patrimônio líquido.

A partir de janeiro os relatórios passam a apresentar a performance líquida do patrimônio. Essa já é a prática adotada nos lançamentos no sistema. Assim os relatórios vão de encontro aos dados do sistema. Isso trará mais transparência sobre nossos resultados reais, com a desvantagem de tornar um pouco mais difícil a competição com Ibovespa, CDI e demais fundos de investimento, visto que apresentam rentabilidades brutas. Mas acredito que atenda aos interesses de todos os sócios: queremos ver nosso dinheiro crescer.

Em janeiro, dia 24, teremos o resultado da condenação de Lula em segunda instância. Destaco que esse evento é um divisor de águas para o mercado. Se confirmada a condenação, teremos um grande risco eliminado e movimento intenso em direção ao mercado de ações. É provável esperar uma disparada nos preços – ou uma queda súbita se for inocentado. Acompanhamos de perto.

 

Marcelo Przedzmirski

Marcelo Przedzmirski investe no mercado financeiro há mais de 10 anos e é Gestor do Fundo de Investimentos Alfa Capital. MBA em Gestão Estratégica de Empresas pela FGV e MBA em Gestão Financeira: Mercados Financeiros e de Capitais, também pela FGV.