⚠️ Esta atração não é recomendada para cardíacos – Agosto/18

 

Volatilidade foi o nome do jogo em agosto.

E até a definição do cenário eleitoral, será nossa única certeza e constante.

Mas ao contrário do que talvez você pense, volatilidade não é risco.

Volatilidade só machuca nossa auto-estima. Não afeta o valor dos ativos, apenas seus preços.
Assim, em momentos de construção de carteira, quedas bruscas descoladas de fundamentos são oportunidades.

Afinal, se os ativos subirem linearmente, nunca poderemos comprá-los abaixo do último preço que pagamos. E quanto mais caro pagamos em um ativo, aí sim, maior é o risco. Comprar barato é a melhor estratégia de gestão de risco: pouco para cair, muito para subir.

Veja no gráfico abaixo o que acontece quando eliminamos a volatilidade do Ibovespa.

 

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Investir em ações se torna uma certeza, certo?

Assim, volatilidade é a única maneira de comprar ótimas empresas a preços mais baixos.
Sem volatilidade, elas nunca ficariam baratas: estariam sempre negociando a preços justos.

Em períodos turbulentos, erga os braços, encha o carrinho de compras e aproveite o passeio!

 

Performance acumulada dos ativos em carteira

 

Agosto foi mais um mês de medo no mercado financeiro. Alfa recuou -3,06% vs Ibovespa -3,21% e CDI 0,57%.

No acumulado do ano, temos 941% sobre Ibovespa, mas 80,49% do CDI.

O Valor Econômico noticia que 257 empresas de capital aberto (retirando Petrobras, PETR4, e Oi, OIBR4 que distorcem os números) tiveram resultados melhores no 2T18, mesmo com a greve e a Copa.

Receita líquida +16 por cento, Ebitda +30 por cento e lucros +16 por cento. Nada mal para um país em crise.

Olhando os números (fatos), fica claro que bolsa cai no ano por medo (opinião). Medo claro, de que o próximo presidente destrua a economia.

Não temos mudanças para a carteira. Seguimos monitorando nossos ativos.

Impossível saber quem ganhará as eleições, mas pessimismo demais leva a preços baratos demais.

E, hoje, os preços estão baratos.

 

Marcelo Przedzmirski

Marcelo Przedzmirski investe no mercado financeiro há mais de 10 anos e é Gestor do Fundo de Investimentos Alfa Capital. MBA em Gestão Estratégica de Empresas pela FGV e MBA em Gestão Financeira: Mercados Financeiros e de Capitais, também pela FGV.